quarta-feira, 11 de abril de 2012

PT 02: "Menina Crescida"


                 Menina crescida. Nem liga mais para o horário do desenho. Menina crescida, nem liga, nem respeita o horário do soninho. Menina crescida, fica mais tempo com as amigas do que com os próprios pais. A mãe reclama, diz que não tem mais tempo de ficar com a própria filha ocupada. Guria  crescida, tem mil compromissos durante a semana, e sente falta dos velhos tempos. Nascida na década de 90, já sabe que viveu em dois séculos, e se sente velha. Ano de 1998, ano de felicidade, ano de ciúmes. Irmão mais velho se sente trocado, substituído. Depois de doze anos a menina passa por dificuldade que nunca achava superar. Com 13 anos depois de seu nascimento, vive na mesma cidade, na mesma casa, sentindo a mesma saudade. Perdeu muitas coisas, seu coração ficou partido mil vezes. Aprendendo com a vida a menina cresceu, superou-se, e sabe que vai passar por mais dificuldades. Sabe que durante seu percurso, vai perder muitas coisas que, algumas, não poderá recuperar. Sabe que não deve chorar e lamentar pela vida, tudo o que ela realmente conquistou, vai ficar com ela pra sempre. Menina esperta, sabe que um dia, terá que sorrir mesmo querendo chorar. Todos que realmente a amam continuaram ao lado dela pra enfrentar os desafios, as montanhas, os sorrisos, as lágrimas. Preocupada. Aprendendo com a vida, a menina muda, muda por necessidade, e não por escolha. Sente saudades. Definitivamente, ela cresceu, aprendendo com a vida. Menina crescida. 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

PT 01: '' O esquilo e a raposa ''


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             O dia estava frio, úmido, nojento. Mas nada impedia aquele pequeno esquilo de procurar e colher suas nozes para o jantar de sua família. Encantado com as nozes que havia colhido, acabou esbarrando-se com uma grande raposa laranja. A raposa, esganada como sempre, foi logo pegando-as para ela mesma comer. O esquilo, por mais que tentasse, não conseguia pegá-las de volta. Acabou perdendo-as e indo para casa, sem nada nos cestos.
                A raposa, feliz da vida por ter arranjado seu jantar, se fazer esforço algum e em dobro do que o normal, começou a descasca-las. Nem mesmo ela havia se tocado que raposas não comiam nozes. Com raiva, a raposa decidiu devolve-las para o esquilo.
                O esquilo já estava voltando para sua casa, triste e faminto, quando a raposa o puxou e lhe devolveu as nozes. A família do esquilo teve seu delicioso jantar enquanto a esganada raposa teve que procurar o que comer. No final. Não importa como, tudo o que vai embora, volta de alguma forma.